A história 100% portuguesa da Renova

A história 100% portuguesa da Renova

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De Portugal para o mundo a marca Renova 100% portuguesa, começou a sua aventura em 1818 e continua hoje, na margem do rio Almonda a fabricar o papel da nossa vida.

No site da marca podemos ler: “A Renova é uma marca europeia de produtos de grande consumo presente em mais de 60 países. Redefinindo os valores do papel tissue, é uma marca que acredita no valor da experiência e privilegia a relação com o consumidor. Entre outros, fabrica e comercializa gamas inovadoras de papel higiénico, guardanapos, rolos de cozinha ou lenços de papel, oferecendo à sociedade produtos e experiências que a ajude a adotar um estilo de vida tão sustentável quanto diferenciador.”

Este acreditar teve início do século XIX, em 1818, e, ao longo do tempo a Renova sempre se reinventou. Opera junto à nascente do rio Almonda, nas anteriores instalações de uma fábrica de papel de escrita e impressão, que nos anos 1960 começou a fabricar papel higiénico. Esta reinvenção de uma empresa de papel de escrita e impressão para um mercado pequeno e novo de produtos de usar e deitar fora, num Portugal dos anos 1960, foi algo de extraordinário. Para Paulo Pereira da Silva CEO da Renova, “logo aí, houve uma enorme reinvenção da Renova, está no seu próprio nome, Renova, e gosto muito de chamar à atenção disso.” Em 1963 foi adquirida por várias famílias, nunca tendo um dono ou o familiar de um, no comando. O avô de Paulo Pereira da Silva foi um dos fundadores, sendo ele o único da família que chegou à liderança da empresa.

Existe uma ligação muito forte a Torres Novas, onde está a fábrica mãe da Renova. Esta ligação tem a ver com a água e com as pessoas: a indústria do papel necessita de água e a nascente do rio Almonda está dentro da fábrica – algo único – e, respeitam-se as gerações de pessoas que fizeram e fazem a marca, realçando a sua autenticidade.

Na última década, a Renova tornou-se uma marca líder europeia de produtos descartáveis de papel para utilização doméstica e sanitária: papel higiénico, guardanapos, rolos de cozinha e lenços. Insiste na investigação e tecnologia próprias, arriscando em produtos inovadores, destacando-se através de uma comunicação sofisticada e de um compromisso ambiental.

Ficará na história da indústria como a marca que, em 2005, lançou mundialmente o papel higiénico preto, conseguindo tornar sexy um produto essencialmente utilitário, e se lançou assim, definitivamente, para fora das fronteiras portuguesas.
Com o papel higiénico preto primeiro e depois com outras cores, as vendas dispararam em 2005 para um valor recorde: 104 milhões de euros. Rolos em preto, rosa, laranja, vermelho, azul claro e verde-lima podem ser comprados nas mais prestigiadas lojas do mundo: Galerias Lafayette em Paris, no Harrods em Londres ou na cadeia Walmart no Canadá. A Renova foi também distinguida como marca fabricante do melhor papel higiénico do mundo para o “New York Times”, o jornal espanhol “El Mundo” e a revista francesa “Les Echos”.

O CEO da Renova, é inquieto, viajando pelo mundo à procura de ideias pelas ruas das grandes cidades como Sydney, Lisboa, Londres, Nova Iorque, Tóquio, Rio de Janeiro, Madrid. É desta forma que ele e a sua equipa trabalham, entrando nos supermercados das cidades do mundo observando os hábitos dos vários tipos de consumidores.

De acordo com Paulo Pereira da Silva,“a Renova, como marca, é percecionada de maneira muito diferente em diferentes mercados. Em Portugal, provavelmente, é uma marca histórica. Lembro-me de termos feito um estudo nos anos 1980 que dizia que era a marca das minhas avós, hoje já é capaz de aparecer como marca mais jovem e de luxo e um bocadinho diferente. Acho que, em Portugal, tem um bocadinho todas as áreas. A Renova tem produtos que cumprem as necessidades básicas das pessoas com uma relação qualidade-preço que acho que é a melhor que há, dentro da nossa marca, e depois tem produtos mais luxuosos, cujo objetivo já não é tanto o cumprir a necessidade básica, mas já pode ter que ver muito mais com lifestyle, com a decoração da casa de banho, com o que acontece nas marcas de luxo. Em Portugal, nós temos produtos de luxo, produtos premium, ou produtos normais que têm uma muito interessante relação qualidade-preço“.

Esta empresa portuguesa, marca Cinco Estrelas, transporta Portugal pelo mundo, exportando para cerca de 70 países.

A Renova emprega hoje cerca de 650 pessoas, e o renovar e o reinventar passam agora por um compromisso ambiental cada vez mais assumido, quer nas matérias primas utilizadas no fabrico dos produtos quer nos processos e escolhas de embalamento.

O lançamento da gama 100% Recycled é um excelente exemplo: utilização de papel 100% reciclado, feito de fibras provenientes de de escritórios e casas de onde são recolhidos os papeis usados – sem utilização de corantes, cloro ou perfumes; embalado em papel reciclável e biodegradável com o objetivo de diminuir a utilização de embalagens de plástico de utilização única; redução no consumo de água no fabrico do papel utilizado através da reutilização e do recurso a tecnologias de depuração e recirculação de água; utilização de matérias primas locais, recolhidas de preferência num raio máximo de 400 km, reduzindo o consumo de combustíveis, emissões de gases de efeito de estufa e respetiva pegada ecológica.

Marca portuguesa, sem dúvida com um grande papel na nossa vida.

 

Fontes:

https://www.myrenova.com/pt

https://pmemagazine.sapo.pt/o-papel-higienico-nao-tem-de-ser-um-produto-envergonhado-paulo-pereira-da-silva/

https://www.myrenova.com/blog/690/renova-100-recycled

https://ionline.sapo.pt/artigo/387303/a-historia-pouco-conhecida-do-portugu-s-que-de-um-negocio-de-papel-higienico-criou-um-imperio?seccao=isAdmin

https://www.youtube.com/watch?v=Ebs3MsHTKqQ